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Brasil Congreso 2006
Domingo 23 Abril 2006 - 22:36CONGRESSO BRASILEIRO DA REDE GLOBAL DE
RELIGIÕES PARA AS CRIANÇAS
(GLOBAL NETWORK OF RELIGIONS FOR CHILDREN – GNRC)
EDUCAÇÃO ÉTICA INFANTIL PARA REDUÇÃO DE VIOLÊNCIA, DA MISÉRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ
DE 21/04/2006 A 23/04/2006
RELIGIÕES PARA AS CRIANÇAS
(GLOBAL NETWORK OF RELIGIONS FOR CHILDREN – GNRC)
EDUCAÇÃO ÉTICA INFANTIL PARA REDUÇÃO DE VIOLÊNCIA, DA MISÉRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ
DE 21/04/2006 A 23/04/2006
R E L A T Ó R I O
LOCAL:
EMBRATEL CONVENTION CENTER
CURITIBA / PARANÁ / BRASIL
RELATÓRIO DO CONGRESSO BRASILEIRO DA REDE GLOBAL DE RELIGIÕES PARA AS CRIANÇAS
(GLOBAL NETWORK OF RELIGIONS FOR CHILDREN – GNRC)
Curitiba, Paraná, 21 a 23 de abril de 2006
Equipe de elaboração
Coordenação do GNRC
Secretaria do GNRC/Brasil
Relatoria
Equipe de Suporte CNPC/Curitiba/Brasil
Relatório
Clóvis Adalberto Boufleur
Douglas Alex Jankoski
CRB9/1167
APRESENTAÇÃO
Precisamos começar cuidando bem de cada criança, desde antes de seu nascimento, se desejamos paz nas famílias, nas comunidades e em todo o mundo. Ela precisa ser tratada com muita atenção e carinho pela mãe e por todos que estão ao seu redor, “levando-se em conta sua condição especial de desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo”. Esta foi uma das conclusões da Sessão Especial da Nações Unidas sobre a Criança, em Nova York, nos dias 8 e 9 de maio de 2002, que reuniu representantes de 180 nações e contou também com representantes da sociedade civil organizada do Brasil.
No Brasil, 73,8% da população é católico e 15,5% são cristãos evangélicos de diversas denominações, segundo dados do Censo Demográfico do ano de 2000 (IBGE 2000) 7,3% dos brasileiros ainda não têm uma religião definida e 3,6% pertencem a outras religiões.
Neste propósito, apresentamos as iniciativas da Rede Global de Religiões para as Crianças (GNRC). O grande objetivo desta Rede é articular as iniciativas das tradições religiosas, especialmente sobre ética, para transformar positivamente o desenvolvimento da espiritualidade das crianças e construir a paz.
Recentemente, representantes brasileiros e da América Latina participaram do II Fórum da Rede Global de Religiões para as Crianças (GNRC), realizado de 17 a 19 de maio de 2004, em Genebra, Suíça. O evento anual é uma iniciativa da Fundação Arigatou – organização do ramo budista Myochikai do Japão, que coordena a Rede. Tem a colaboração do Comitê Japonês do UNICEF e do Comitê do Japão para a Conferência Global sobre a Religião e a Paz.
O I Fórum da GNRC aconteceu em maio de 2000, no Japão, com cerca de 300 participantes, representantes de sete grandes religiões, provenientes de 33 países. Para proclamar as intenções deste Fórum, foi assinada a Declaração da GNRC. Em maio de 2002, representantes desta Rede, incluindo a Pastoral da Criança, reuniram-se em Nova York – EUA, e fizeram três grandes propostas para contribuir com as metas da ONU para Infância no mundo:
Primeiro - organizar estratégias de educação, especialmente sobre ética, para transformar o desenvolvimento da espiritualidade das crianças, incluindo valores éticos de solidariedade, justiça e estima por pessoas de religiões e civilizações diferentes, e a fé no Divino – uma parte essencial da "educação de qualidade" apresentada no Documento Final da Sessão Especial da ONU. Os esforços estarão focalizados nos primeiros anos escolares, que são os mais críticos, e de maneira transversal, ou seja, ser incluído nas diversas disciplinas escolares.
Segundo – unir esforços ao máximo para erradicar a pobreza, a raiz das causas da deterioração do ambiente no qual as crianças vivem, prestando atenção não apenas nas causas externas, mas também naquelas que brotam do coração humano, concretizando assim soluções fundamentais.
Terceiro – usar o poder de liderança para dar o exemplo para as pessoas e organizar uma força tarefa universal para impelir a implementação da Convenção nos Direitos da Criança – tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, além de mobilizar pessoas de todas os estilos de vida para contribuir para o Movimento Global para as Crianças.
A GNRC está organizada em grandes regiões mundiais. O Brasil faz parte da Região América Latina. De 2 a 4 de dezembro de 2002, aconteceu em Buenos Aires, Argentina, a conferência que reuniu adultos e crianças de 23 países da América Latina, representando várias religiões que trabalham com programas na área infantil. Dentre os integrantes brasileiros, a Pastoral da Criança foi convidada para falar sobre a sua experiência de atuação com os voluntários de diversas religiões no Brasil.
A Conferência latino-americana da Rede Global de Religiões para a Criança discutiu, na Argentina, maneiras de se fazer uma educação para a paz, com princípios que chamamos de éticos e de qualidade para todos, em especial para as crianças com idade pré-escolar. Neste sentido, foram elaboradas propostas e uma carta para os governos da América Latina.
Esta carta fala sobre educação infantil e a construção de valores éticos como justiça, honestidade, colaboração, respeito, que são comuns em todas as religiões. Quanto mais cedo a criança tem oportunidade de viver estes valores, mais chances ela tem de ser uma construtora de paz. Além disso, a carta descreve como as religiões podem influenciar de maneira positiva nas decisões políticas dos governos, especialmente no sentido de combater aquelas que excluem as pessoas e aumentam a pobreza na América Latina.
O aumento da violência tem a ver com o aumento das injustiças e da pobreza, mas também com a falta de educação ética e para a paz. A carta convida todos – governos, sociedade e famílias – a defenderem os direitos das crianças e dos adolescentes, para que eles cresçam dignamente.
A infância não pode esperar, e Deus certamente conta com uma resposta das pessoas, como disseram os participantes da Conferência.
INTRODUÇÃO
Com grande esperança cerca de 120 representantes de 15 denominações religiosas de 05 religiões – cristãos, budistas, judeus, muçulmanos e espíritas, estiveram em Curitiba, nos dias 21 a 23 de abril, para participar do I Congresso Brasileiro da Rede Global de Religiões para a Criança - GNRC, organizado pela Pastoral da Criança e o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, com apoio da Arigatou Foundation, do Japão.
Sob o tema "Educação Ética Infantil para Redução da Violência e Construção da Paz", o Congresso teve como objetivo articular e fortalecer as iniciativas religiosas e inter-religiosas que contribuem para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.
Os participantes conheceram experiências sobre as atividades realizadas pelas entidades relacionadas à educação da criança, do adolescente e a construção da paz. Entre os resultados, estão: a construção coletiva de estratégias de superação da miséria e da violência contra a criança e o adolescente; o estabelecimento de uma rede de abrangência nacional congregando as religiões em favor da infância, com definição de uma agenda de ações; e, o fortalecimento das iniciativas de educação ética e construção da paz de crianças e adolescentes.
Considerando a necessidade de destacar a presença de pessoas de diferentes áreas do Brasil, a apresentação dos participantes na abertura do Congresso foi por Região Geográfica. Ao longo da programação, a participação nos grupos de discussão foi organizada de modo que as pessoas da mesma denominação religiosa pudessem se encontrar no primeiro dia. Na segunda oportunidade de atividade em grupo, as pessoas se encontraram a partir do interesse pela faixa etária, e finalmente foram discutidas as articulações possíveis na Região Geográfica. Destacamos que algumas coordenações de setor da Pastoral da Criança foram escolhidas para participar deste Congresso a partir da confirmação da representação de religiões que residem na região do setor, especialmente para poder continuar as articulações depois do evento. Por isso estiveram presentes um representante de setor que dará continuidade à experiência de atuação inter religiosa.
O evento teve também o objetivo de Intercâmbio de conhecimento e socialização dos materiais didáticos, publicações e recursos educativos das religiões. No local do encontro foi disponibilizado espaços para exposição destes materiais, como também para a distribuição gratuita de informativos.
SUMÁRIO
OBJETIVO DO CONGRESSO .......................................................................................................8
REDE GLOBAL DE RELIGIÕES PARA AS CRIANÇAS – GNRC.......................................... 9
CONHECIMENTO DE EXPERIÊNCIAS NO BRASIL.............................................................11
DESAFIOS PARA SUPERAÇÃO DA MISÉRIA NO BRASIL ................................................ 15
EDUCAÇÃO ÉTICA E O DESENVOLVIMENTO DA ORAÇÃO DAS CRIANÇAS.......... 15
DECLARAÇÕES DA GNRC NOS ÚLTIMOS FÓRUNS......................................................... 15
DIÁLOGO POR GRUPOS DE INTERESSE FAIXA ETÁRIA ............................................... 15
ESFORÇOS PARA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES
SAUDÁVEIS PARA AS CRIANÇAS
DIACONIA ........................................................................................................................... 19
PASTORAL DA CRIANÇA ................................................................................................19
ARTICULAÇÃO DE AÇÕES - GRUPOS POR REGIÕES GEOGRÁFICAS.........................19
APRESENTAÇÃO EM PLENÁRIA DAS ARTICULAÇÕES DAS REGIÕES...................... 21
CONSTRUÇÃO DE CONSENSOS E PRÓXIMOS PASSOS.................................................... 21
ANEXOS...........................................................................................................................................22
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OBJETIVO DO CONGRESSO
Considerando a meta de vida plena para a criança a partir da FÉ, a extensão populacional do Brasil e o volume de ações das religiões a favor da infância no país, o Congresso Brasileiro da Rede Global de Religiões para as Crianças (Global Network of Religions for Children - GNRC) “Educação Ética Infantil, para Redução da Violência e Construção da Paz”, tem como objetivo articular e fortalecer as iniciativas religiosas e inter religiosas que contribuem para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, a partir de:
Oportunidades para o conhecimento das experiências das religiões sobre atividades envolvendo a educação da criança, do adolescente e a construção da paz;
Diálogo entre as religiões para construir estratégias de superação da miséria e da violência contra a criança e o adolescente;
Intercâmbio de conhecimento e socialização dos materiais didáticos, publicações e recursos educativos das religiões e suas iniciativas relacionadas com educação infantil.
RESULTADOS ESPERADOS
O Congresso reunirá pessoas com experiência nas atividades relacionadas à infância e adolescência. Baseado neste pressuposto espera-se:
Construir espaços de diálogo entre as religiões para a partilha do conhecimento nas atividades envolvendo educação infantil e educação ética.
Informar as religiões sobre as iniciativas da GNRC e organizar o fortalecimento da GNRC no Brasil.
Estabelecimento de uma rede de abrangência nacional congregando as religiões em favor da infância, com definição de uma agenda comum;
Fortalecimento das iniciativas de educação ética e construção da paz de crianças e adolescentes.
Comissão Organizadora:
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC - Brasil
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança - Brasil
Apoio Financeiro:
Arigatou Foundation - Japão
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DIA 21/04/06
TEMA: REDE GLOBAL DE RELIGIÕES PARA AS CRIANÇAS – GNRC
POR: MERCEDES ROMAN - GNRC AMÉRICA LATINA (EQUADOR)
O Brasil no estrangeiro além do futebol é conhecido como um mosaico de beleza, sua gente, sua sensibilidade, sua geografia privilegiada, sua música e dança fazem de seu País uma terra mágica. Mas o Brasil também é conhecido pelas favelas e pelo fenômeno social “meninos e meninas de rua”, expressões fortes de sua iniqüidade social. O fato de o Brasil ter sido declarado pelo informe de desenvolvimento humano da ONU como o país das Américas com a distribuição menos eqüitativa de sua riqueza, é dramaticamente expressado nos milhões de crianças brasileiras sem possibilidades de um desenvolvimento humano digno.
Trabalhe para estas crianças na pastoral do menor na Paraíba. Uma importante inspiração neste trabalho foi o romance de Jorge Amado, Capitães de Areia. Não tenho encontrado em outro livro mais inspiração para agir desde a fé, pelas crianças carentes. Nesta ocasião, uma vez mais, quero voltar a este romance brasileiro.
O fenômeno social das crianças brasileiras abandonadas, convertidas em “meninos e meninas de rua” e sua dolorosa existência já foi denunciado nos anos 30, setenta anos atrás por Jorge Amado, quem conheceu a vida destas crianças com a sensibilidade do artista comprometido com seu povo. Jorge Amado em “Capitães da Areia” nos deixa entrar nas condições de vida dos meninos de rua, suas historias pessoais, suas lutas pela sobrevivência e suas atividades delitivas, assim como na profundidade de suas almas, suas esperanças, e seus códigos éticos. “Capitães da Areia” sendo um poema de amor do escritor para esses meninos é também um tratado sociológico, que significou a perseguição e o exílio do escritor baiano. A contracapa da edição que tenho, indica que em novembro de 1937 estes livros foram incinerados por ordem da Comissão Executora do Estado de Guerra e por determinação verbal do comandante da Sexta Região Militar. Os “livros apreendidos foram julgados como simpatizantes do credo comunista, a saber, 808 exemplares de Capitães de Areia...” Os personagens do livro, meninos pobres de rua e o livro mesmo foram considerados perigosos inimigos sociais.
Depois de 70 anos, a sociedade brasileira e latino americana continuam em guerra com meninos e meninas pobres. Em Capitães de Areia, Dona Margarida, símbolo da mulher piedosa e altamente respeitada pela Igreja instituição comenta dos meninos pobres sobrevivendo na rua: “Isso não são crianças, são ladrões, são velhacos”. Esta percepção tem continuado através do tempo até agora, e se expressa em atos como o assassinato de meninos dormindo deitados no muro da Igreja da Candelária. A percepção de crianças sobrevivendo de caridade o de furto como vitimas de uma injustiça estrutural é a percepção só de uma minoria, não é a percepção de toda sociedade e suas instituições. Nem sequer das instituições religiosas. E só uma minoria dentro delas que se comprometem para que cada menino e menina que nasce seja desejado não só por sua mãe e pai, mas pela sociedade toda. Parte da minoria que reconhece em toda criança um filho de Deus, um sujeito de direito, e que quer celebrar o nascimento de cada criança tem sido convocada hoje ao Congresso Brasileiro da Rede Global de Religiões para as Crianças que estamos inaugurando.
A Rede foi inaugurada em Tókio em maio do ano 2000, por iniciativa da comunidade Budista Myochikai e sua Fundação Arigatou (que quer dizer “obrigada ou obrigado”). A declaração do Primeiro Foro traz a frase do Poeta hindu Tagore “cada criança que nasce traz consigo a mensagem de que Deus não tem perdido a fé na humanidade”. Se de verdade acreditássemos que cada criança é um presente de Deus para a humanidade, não teríamos necessidade de ter um Congresso que nos convoca para falar de “Educação Ética para redução da violência, da miséria e construção da paz”. Mas Tagore nos desafia, como pessoas de fé a agir respondendo a Deus que somos dignos de sua esperança em nós.
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Os Capitães da Areia são meninos-presentes de Deus a humanidade - organizados para furtar, pronto para agredir se necessário. Eles têm dois amigos que de verdade os respeitam e amam, o Padre Jose Pedro e Dona Aninha a Mãe de Santo, o homem da Igreja Instituição e a líder religiosa do Candomblé. Ela mais livre para agir em favor dos meninos, o padre atrapalhado pela instituição é castigado por ela por proteger-lhes, por agir em favor deles.
Depois de 70 anos, mudanças importantes têm acontecido dentro de nossas Igrejas a favor da vida e, portanto das crianças, mais pessoas trabalhando por elas, ainda somos minoria dentro de nossas instituições. Mais é importante lembrar que as instituições não são entes estáticos, acabados, que são entes permeáveis e tem fissuras, e que parte de nosso trabalho é mudar nossas instituições para um maior compromisso com as crianças. A Rede Global de Religiões para as Crianças foi criada para promover um maior compromisso pelas crianças dentro de nossas instituições.
Em Capitães de Areia a Mãe de Santo e o Padre Católico compartilham o espaço ético religioso dos meninos, sabendo que Deus só pode chegar aos meninos através de sua humanidade, e querendo dar-lhes a proteção e carinho de um pai e de uma mãe, sabendo que sua pobreza não é só material, que as crianças precisam do conforto e guia de uma mãe e de um pai, que respondem com violência a seu desamparo e falta de carinho. A Rede Global de Religiões para as Crianças foi pensada com a firme convicção de que todas as pessoas de fé de todas a religiões tem a responsabilidade de unir esforços e agir na procura de um mundo melhor para as crianças.
A história do poeta baiano é assombrosamente atual. Depois de 70 anos, para uns o mundo tem dramaticamente mudado, mais para as crianças pobres pouco tem mudado. Para os meninos e meninas pobres que fazem da rua sua morada, e das atividades ilegais sua forma de sobrevivência a situação é ainda pior. Nos anos 30 estavam armados de facas, agora de armas de fogo sofisticadas, nos anos 30 procuravam conforto num charuto, agora em drogas extremadamente nocivas. Os capitães da areia e os membros das gangues de hoje sabem que o mundo dos adultos marginaliza-lhes e que é uma construção social profundamente não ética. A violência dos menores infratores de hoje é ainda maior porque se sentem miseráveis num mundo cheio de riqueza, opulência e possibilidades. Sua rebelião, porém é maior.
Os meninos das gangues de ontem e de hoje tem seus códigos éticos com claridade e profundidade, como todo filho de Deus são chamados a ser sujeitos éticos. Lealdade e serviço ao amigo são códigos sagrados. Eles procuram o que a humanidade procura com dificuldade: dignidade, liberdade e justiça. O escritor Jorge Amado há 70 anos, quando ainda não tínhamos a Teologia da Libertação, nos convoca a agir dentro de uma ética religiosa desde os pobres, e os que não possuem nada, quando no romance nos diz: “O Padre Jose Pedro dizia que os pobres um dia iriam para o reino dos céus, onde Deus seria igual para todos. Mas a razão do jovem Pedro Bala (o líder dos capitães) não achava justiça naquilo. No reino do céu seriam iguais. Mais já tinha sido desiguais na terra, a balança pendia sempre para um lado”.
Os jovens pobres de hoje tem isto muito claro, mensagens de justiça no céu e injustiça na terra não tem mais sentido para eles. A Rede é um convite a agir por um mundo melhor para as crianças dentro do marco internacional dos direitos das crianças. Seu fundador e Presidente, O Reverendo Takeyasu Miyamoto, se comprometeu ante a Sessão Extraordinária da ONU em 2002 em favor da implementação da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, pela erradicação da pobreza e pela educação ética.
Também não tem sentido para os jovens de hoje, Igrejas que competem e ainda brigam pelo controle “espiritual” de suas almas. Porém não cheguemos tarde demais, apresentemos desde bem cedo as crianças e suas famílias uma ética pessoal e social coerente e que não fazem contradição, que os convida a agir pela justiça e paz, sem cair na tentação da violência.
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E cheguemos dentro de um testemunho de unidade e de fraternidade, animados por um Deus único que se expressa nas tradições de Abrahão, tanto quanto no Candomblé, nas espiritualidades indígenas, no Budismo o Hinduismo, como em qualquer outra.
A Rede Global de Religiões para as Crianças teve seu inicio na América Latina no ano 2000, com um Congresso em Buenos Aires. Os temas foram Pobreza e Violência, considerando que esses são os desafios maiores de nossa região. Educação e Educação ética foram os temas alternativos ante a pobreza e a violência. Dentro destes eixos a Rede em Meso-América tem como foco a prevenção da violência juvenil expressada no fenômeno das gangues, conhecidas nesta região como as maras. Recentemente temos iniciado o projeto para a região Andina, sobre educação ética para as crianças de populações afetadas pelo deslocamento e migração.
Hoje estamos reunidos em Curitiba, com a esperança de ver crescer no futuro próximo uma ação inter religiosa a favor e com as crianças. A Rede é um convite e uma oportunidade a agir juntos para aqueles e aquelas que acreditam em um Deus Único, pai e mãe de todos e todas. O convite esta feito, a esperança fica em sua resposta.
Não posso terminar sem agradecer a quem tem feito possível este congresso, especialmente a Pastoral da Criança e o CONIC no Brasil, e a Fundação Arigatou que prestou o apoio financeiro.
Finalmente muito obrigada Dona Zilda Arns Neumann por seu trabalho pela vida e vida em abundância de milhões de crianças brasileiras e pela convocatória a este Congresso.
TEMA: CONHECIMENTO DE EXPERIÊNCIAS NO BRASIL
DIÁLOGO EM GRUPOS DE REPRESENTANTES DE DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS.
Luteranos - IECLB – Suporte CNPC Irmã Beatriz Hobold
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
Transformação de vidas através da educação libertadora e da ação diaconal, promovendo o protagonismo infanto-juvenil.
b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Diaconia com crianças e adolescentes; escola da Rede Sinodal e Ensino Religioso; educação cristã e paróquia da IECLB.
Presbiterianos – Suporte CNPC - Lilian Cátia de Jesus –
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ? Respondida na pergunta B.
b) Que experiência (s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Apresentação dos participantes e relatos de atividades desse grupo: Lilian/Curitiba – jornalista da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança; Vitória/RJ – atua no Parque Acari, é professroa da escola dominical, é advogada, trabalha na recuperação de adolescentes; Rev. Cláudio/BH – pastor da IPU, experiências iniciais com crianças, atua na prefeitura de Belo Horizonte como coordenador do Núcleo de Cidadania, secretário executivo da PEB, assessor de educação cristã da IPU, assiste adolescentes grávidas; Adriana/Colatina – professora, educação especial na APAE com crianças de
4 anos. Tem um grupo de crianças que se reúne em sua casa, antes do culto.
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Desenvolve atividades na área de arte e algumas crianças já estão indo a igreja, dá uma Bíblia de presente no aniversário das crianças. Relata que a violência cresce em Colatina; Alzira/BH – professora, assessora de educação cristã, presbítera, membro da diretoria do CONIC/MG; Heidi/EUA – faz parte do Comitê Ética para Crianças em várias religiões, trabalho internacional, professora de ética no Seminário de Hartford do qual é presidente. Há muito espaço para o díalogo inter religioso no Seminário, começou seu trabalho no Brasil; Hilda/Atibaia – presbítera, é formada em educação cristã. Trabalha com crianças de periferia e de favelas. A igreja comprou uma Kombi para esse trabalho, buscar crianças de manhã, no domingo, para participarem da escola dominical e receberem um lanche, doado e preparado por irmãos da igreja. Durante a semana, junto com o pastor, Hilda visita essas crianças. Iniciou-se uma parceria com o Programa Curumim. Também são feitas palestras sob temas como aborto, sexo, doenças e outros; Francisca/Belém – CEIA Comunidade Evang. Intreg. da Amazônia trabalha na Pastoral, diaconisa, trabalha a cataquese do ventre materno, preparar a família para receber a criança, cuidar da espiritualidade de ambos. Células: meninos/as, jovens, adultos, assiste adolescentes grávidas; Vandalva/Salvador – reforço escolar para alunos de escolas públicas, oferece lanche, atividades sociais e lazer. Nas datas especiais essas crianças apresentam peças de teatro na igreja. A família é convidada para ir à igreja, conversar e conhecer o local onde os filhos recebem assistência e orientação. Há uma articulação(encaminhamento) com escolas especiais; Rev. Manuel/Vitória – moderador da CC da IPU, pastor da primeira igreja de Vitória, várias igrejas têm projetos de trabalhos com crianças em situação de risco. Projeto Ágape: criança do morro, onde se localiza a igreja as crianças chegam a tarde e são assistidas por 2 professoras. Em Jacareí há o projeto Invasão cerca de 150 crianças das invasões recebem orientação na E.D. e recebem alimentação e são levadas para casa. Há crianças de famílias que não são educadas para a inclusão. É necessário pensar nessa área.
Católicos Romanos – Suporte CNPC - Maria das Graças Silva
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
Criar ações que elevem a auto-estima das crianças e das suas famílias.
Como ? Através dos princípios da lealdade, dignidade e fraternidade.
Como construir esse ambiente ? Com empatia, respeito,responsabilidade e propostas.
b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Em Olinda (PE) o "Coletivo Mulher" teve inicio diante do desafio para denunciar e combater a violência contra a mulher. Depois o trabalho foi estendido para o atendimento a meninas em seguida para meninos e adolescentes vitimas de violência doméstica, psicológica e sexual. O trabalho visa quebrar o ciclo da violência existente em cada pessoa através do emocional e do lúdico. A partir daí com capacitação e reinserção ou inserção social e no mercado de trabalho.
O trabalho desenvolvido com e pelos índios Guaranis, na região de Curitiba com a participação da Pastoral da Criança elevando a auto-estima dos membros da tribo, principalmente as crianças e mulheres e estabelecer formas de auto-sustentação.
Na grande Recife Padre Brian desenvolve um trabalho com adolescentes excluídos visando o bem estar e a reinserção social de meninos e meninas.
Na Paraíba o trabalho no Conselho Estadual de Educação tendo como eixo a experiência da Pastoral da Criança.
A realização de passeios com pessoas de baixa renda da periferia de Brasília pelo Padre Moacir. Consiste em fazer visitas a locais turísticos como forma de resgate de cidadania.
Em São Paulo, interior, o trabalho com os índios Guaranis cujos resultados ainda são pequenos devido as barreiras culturais e religiosas existentes. O mesmo problema enfrentado pela Pastoral da
Criança, com os índios Tupinambás, na cidade de Ilhéus, na região sul da Bahia. Foi sugerida a troca de experiência com os responsáveis pelas atividades com os Guaranis em Curitiba.
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O trabalho desenvolvido em Goiás, pela Infância Missionária, coordenada pelo padre Inocêncio com crianças a partir do sétimo ano de vida até a adolescência.
Visa tornar a criança protagonista da sua própria história, construindo um ambiente fraterno fazendo que ela se volte para o outro.
O trabalho desenvolvido no círculo de cooperação do URI, Iniciativa das Religiões Unidas, volta para articulação de ações para educação para a Paz através do exercício da cidadania, desenvolvimento do voluntariado nas suas ações tendo como valores: amor, ética, sabedoria e unidade na diversidade.
• Os dois trabalhos apresentados ao plenário foram:
"O Coletivo Mulher" de Olinda PE por Cecy e
"Infância Missionária" com os Padres Inocêncio e Sávio ver slides - arquivo
Metodistas - Suporte CNPC Douglas Alex Jankoski
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
Cremos na criança como prioridade absoluta; que todas as crianças são nossas crianças; ela é agente e alvo da missão; agente de transformação; autora, protagonista e sujeito da solidariedade; com sua participação faz-se a diferença; sendo a garantia de seus direitos dever da família, da sociedade e do Estado e delas é o Reino de Deus.Confessamos que fomos, somos e devemos nos tornar como elas para partilhar, participar e entender o Reino de Deus.
b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Experiências de Ação com Crianças e Adolescentes na Igreja Metodista:
Produção de Material de Educação para as Escolas Dominicais:
- Educação para o Diálogo
- Prática pedagógica que viabilize esta escolha
Projeto Sombra e Água Fresca:
- Rede de atenção à criança e adolescentes (6 a 14 anos), que integra, sistematiza e suporta
todas as ações já existentes
Mobilização pelos Temas Nacionais:
- Todas as Crianças são nossas Crianças (2004)
- Celebramos Nossa Diferenças
- Superando a Violência Construindo a Paz
Capacitações:
- Em nível local, distrital, regional e nacional;
Oficinas Nacionais e Regionais de Produção:
- Música
- Criação Literária (histórias)
- Vivência Litúrgica
Diversidade e Mutirão:
- Trata-se de espaços permanentes, criativos e participativos que visam o resgate,
sistematização e socialização, num ciclo contínuo de renovação.
Anglicanos - Suporte CNPC Marco Aurélio da Costa
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
Acolher sem exclusão num espaço de fraternidade e diversidade buscando a dignidade e justiça para todos.
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b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Identidade Anglicana – 5 pontos para a missão: proclamar, batizar, nutrir, transformar, servir, justiça, paz e integridade da criação.
Misto I - Suporte CNPC Izabel C.R. Yamamoto
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
Misto II – Suporte Pe. José Bizon
a) Como explicito o compromisso da minha denominação religiosa com a vida plena para todos ?
A frase de cada denominação:
Ortodoxos: “Mt. 18,5” “E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe”.
Comunidade Judaica - “Justiça Social para um mundo melhor”
O Judaísmo é uma “mistzava” um dever, uma honra, cuidar das crianças.
Plantando a semente da palavra para acolher no futuro algo de bom, ensinar a criança a andar para que mais tarde não se desvie dela.
Assembléia de Deus: “A justiça e a inclusão social”
b) Que experiência(s) de ação com crianças ou adolescentes desejo partilhar com os participantes deste Congresso ?
2º - momento as atividades desenvolvidas:
Comunidade Judaica:
“imigrantes caminha de país a país, aprendendo participando de cada costume”. Então atendem as crianças globais.
As crianças são filhos(as) de mães pobres. Aprendem valores éticos e o respeito. Inserem a educação das mães e dos pais.
Há atendimento de idosos, favelados, pobres que não tenham qualquer dinheiro para sobreviver.
Voluntários visitam os idosos com dificuldade de locomoção.
Projeto “Passaporte para a vida” visa a profissionalização de Jovens, são atendidos com plano de Saúde, orientação para a sexualidade, prevenção de drogas. Os jovens que são inseridos no mercado de trabalho, são incentivados a contribuir com alguma parte do seu salário para beneficiar a outros jovens.
Conceito Judaico: “sempre haverá pessoas mais pobres que nós; dar o pouco que dispõe do seu recurso é um dever”.
Assembléia de Deus: José Leonardo
A Bahia fica a mercê das benesses governamentais; existe ongs, mais em Salvador; no interior é mais difícil, não existem parceiros. Na Assembléia uma organização de pastores destinam os dízimos para à assistência de crianças que não tem família. Buscam famílias substitutas que desejam recolher em seu seio familiar estas crianças excluídas, é um trabalho muito difícil.
Ortodoxos:
Projeto Brava Gente: desenvolvido com 150 alunos de informática, oficinas de costura e cabeleireiro.
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O inicio deste trabalho foi com auxílio governamental, atualmente há outros parceiros que integram o Projeto. 50% das vagas são destinadas ao Projeto Salário-Escola do governo do Estado de Goiás os outros 50% a comunidade.
Projeto Cinderela: são atendidas crianças de 7 a 16 anos da periferia local. O trabalho consiste em reforço escolar, atendimento de orientação.
No Distrito Federal são atendidas crianças de 3 a 6 anos na creche em hórarios diversos, estão na escola pública e noutro com reforço escolar, contam com voluntários para leitura de histórias infantis e atividades lúdicas.
Em Samambaia as crianças de 8 a 16 anos são atendidas com o curso de informática e inclusão digital; também nesta unidade há o trabalho da Evangelização.
TEMA: DESAFIOS PARA SUPERAÇÃO DA MISÉRIA NO BRASIL
POR: NELSON ARNS NEUMANN - COMISSÃO ORGANIZADORA DO GNRC - BRASIL ver slides – arquivo
DIA 22 DE ABRIL DE 2006
TEMA: EDUCAÇÃO ÉTICA E O DESENVOLVIMENTO DA ORAÇÃO DAS CRIANÇAS
HEIDI HADSELL – COMITÊ INTER RELIGIOSO SOBRE ÉTICA PARA AS CRIANÇAS - EUA (AGUARDANDO PARA INCLUIR)
TEMA: DECLARAÇÕES DA GNRC NOS ÚLTIMOS FÓRUNS
POR: CLÓVIS BOUFLEUR – COMISSÃO ORGANIZADORA DO GNRC – BRASIL
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TEMA: DIÁLOGO POR GRUPOS DE INTERESSE FAIXA ETÁRIA
Grupo 0 a 6 anos I Suporte CNPC Izabel
a) Quais são os atuais desafios sociais e religiosos para a faixa etária de 12 a 16 anos no âmbito da educação ética, violência, pobreza e da construção da paz ?
Defender a vida em meio às desigualdades com uma cultura de paz no ambiente doméstico. Informar a população de um modo geral sem distinção de pessoas. Que a criança precisa de uma boa referência para ter por onde se guiar. A visitação feita pela Pastoral da Criança vai ajudar a longo prazo a conscientização das pessoas, criando uma rede de solidariedade entre elas. É preciso cobrar das autoridades ações.
Não podemos desistir nem desanimar quando vemos que uma família não se interessa pelo que estamos levando a elas. Sabemos que estamos fazendo o melhor possível e que os resultados não aparecem de imediato. Temos e devemos ir atrás daquelas pessoas que não fazem parte deste projeto e engajá-las.
b) Como superar esses desafios ?
Com uma participação em políticas públicas, trabalhando a humanização e sensibilidade das pessoas e partilhando informações através de jogos lúdicos na transformação das famílias e crianças.
Grupo 0 a 6 anos II Suporte CNPC Marco
a) Quais são os atuais desafios sociais e religiosos para a faixa etária de 12 a 16 anos no âmbito da educação ética, violência, pobreza e da construção da paz ? Relato na pergunta B
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b) Como superar esses desafios ?
Grupo exclusivo da Pastoral da Criança, Infância Missionária.
Obs.: Irmã Cecília relata a implantação da Pastoral da Primeira Infância na Colômbia.
Conheceu a experiência da Pastoral da Criança no início de 2000, num retiro que fazia parte em Minas Gerais. Irmã Cecília levou esta experiência para a Colômbia, traduziu o material didático para o espanhol, fotocopiou este material traduzido e começou em duas comunidades, com apoio da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança. Neste mesmo ano leva o relato das experiências para a Conferência Episcopal da Colômbia, através de uma comissão, que leva para a Assembléia Geral onde estabelece o nome de Pastoral da Primeira Infância, agosto de 2001.
Fez-se um convênio com o Unicef, com a meta de nos anos de 2002, 2003 e 2004 fazer a implantação e expansão, em 2005 e 2006 fazer o fortalecimento das ações básicas nas comunidades. Atualmente atendem 1.800 famílias e 15.900 crianças de 0 a 6 anos.
O convênio para o Unicef repassar recursos, teve como impacto a valorização por parte do governo que passou a contribuir também agora com recursos. O impacto das ações está sendo medido agora; o índice de mortalidade é de 48/1000 nascidos vivos. No total são 3 milhões de crianças menores no país, com maior concentração na área rural, e mais pobre na área próxima ao Oceano Pacífico. Uma realidade da Colômbia é de 40 anos de guerra – conflito armado, então muitas crianças só identificam grupos armados como sendo autoridades no país – desafio a ser atendido.
Usa-se a mesma metodologia de ação da Pastoral da Criança no Brasil, porém usa a oportunidade da visita domiciliar para barrar a violência, favorecendo a paz na família , trabalham com oficinas para a superação desta dificuldade, para que as crianças possam superar, que ela possa transformar o mundo e possa ser alguém.
Em 2005 houve o assassinato de uma agente em Paquetá, pela guerrilha, houveram crianças que eram acompanhadas pela Pastoral da Criança também assassinadas e agentes lesionados por minas terrestres; como resposta à estas agressões, gerou-se vida; nos locais onde houveram assassinatos, surgiram mais e novas lideranças que querem combater a guerra com a paz.
Irmã Cecília relatou que no Peru e no Chile estão se desenvolvendo material e catequese para a formação dos pais, para educar-se na fé e conseguir educar seus filhos na fé.
Relatou-se então que no Rio Grande do Norte a paróquia não chega diretamente às crianças e famílias pobres, os agentes da Pastoral da Criança é que fazem esta ponte – pela sua missão – aos outros agentes das diversas pastorais falta abertura para ir diretamente até aos pobres, na diocese de Caicó elevou-se o índice de mortalidade neonatal por falta de médico-pediatra acompanhando o parto; estes dados machucam, só machucam a Pastoral da Criança, a Igreja não se rebelou contra essa situação, rebela-se apenas contra o aborto e não contra o infanticídio, coloca-se como responsabilidade das ongs e instituições sociais, é um desafio os agentes da Igreja Católica não resistirem à pobreza.
Relatou-se também que o governo estadual ou municipal quando observa dados de aumento de mortalidade, não se aprofunda nas causas, e dão soluções imediatistas e que tragam votos, não investe na prevenção das mortes, querem dar soluções grandiosas para ganhar votos.
Em Natal o serviço do SUS é muito bom, mas no interior do estado do Rio Grande do Norte não há nada, nem rede de apoio aos postos de saúde; existe falha na formação acadêmica e com desvio da atenção principal – saúde do indivíduo.
O Programa Saúde na Família está mais abrangente mas sem qualidade no atendimento; muitas vezes o médico não vai até os mais pobres e trabalha em mais de um município. Muitos municípios tem equipamentos de última geração, mas não faz o básico para a prevenção, não aplica verbas nas condições básicas de saúde. Um opção de vencer este desafio é usar os programas de rádio para passar informações sobre direitos da população e as formas de exigir estes direitos.
Um desafio em termos de políticas públicas se refere à ética pessoal e profissional no que tange recursos para os municípios, quais as estratégias de divulgação para fazer chegar aos mais pobres o Bolsa-Família e outros recursos.
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Na Bahia quando agentes da Pastoral da Criança fazem parte dos conselhos locais, municipais de saúde, consegue-se humanizar o tratamento com os pacientes acompanhados pela Pastoral da Criança.
Outro desafio é o diálogo inter religioso, pois os padres tem boa formação teológica, mas falta experiência de vida pastoral; percebe-se pela experiência em Belo Horizonte que, quando o pároco participa da capacitação e acompanha todo o desenvolvimento e a implantação da Pastoral da Criança, torna-se um líder religioso mais aberto à comunidade, apesar de sabermos da dificuldade de formar pessoas abertas para o diálogo com outras denominações religiosas.
Na paróquia o padre não pode se responsável por tudo, precisa de ajuda de todos os leigos, cada qual na sua atividade específica, o padre determina seu tempo pelas suas prioridades.
Grupo 7 a 12 anos Suporte CNPC – Lilian
a) Quais são os atuais desafios sociais e religiosos para a faixa etária de 12 a 16 anos no âmbito da educação ética, violência, pobreza e da construção da paz ?
Desafios da capacitação de agentes e educadores; da articulação das ações já existentes (comunicação e conexão); da proteção integral, formação integral, que envolva os aspectos social, psíquica,cognitiva,comunitária e afetiva; da gestão “profissional” dos projetos, considerando porém, que os paradigmas que orientariam esta profissionalização precisam ser diferenciados e adequados as ações do Terceiro Setor e ao ideal comunitário; da construção de uma linguagem comum, de uma epistemologia que nos faça superar as diferenças; de repensar a conceituação de termos como “pobreza”, “violência” para superar preconceitos arraigados; do reconhecimento de que as ações/intervenções já existentes são tentativas efetivas de superação de limites; de superar a pretensão de pensar, falar e agir “pelo pobre”; reconhecimento de protagonismo; da criação de ambientes vivenciais e digitais de conexão, partilha e disseminação das experiências; da formação de redes e redes de redes; de pensar uma educação religiosa que não seja proselitista, bélica ou “conversionista”; da construção de espaços valorizados da diferença e da diversidade – inclusive a religiosa – nos projetos e inter-projetos; de continuidade do trabalho realizado com crianças junto a pré-adolescentes e adolescentes; de rever as nossas práticas, acolhendo as perspectivas da afetividade, do lúdico, do prazer, da ética e da estética para a atualização da prática, ações, intervenções e metodologias específicas para o público pré-adolescente e adolescente; de alcançar as famílias das crianças e adolescentes atendidas, visando a construção da paz; de identificar possibilidades de ação/intervenção/atendimento a partir da análise de fenômenos como por exemplo, a evasão escolar; da articulação dos diversos atores sociais – poder público, poder judiciário, município, projetos, família e sociedade organizada – para a proteção integral às crianças e adolescentes; de acesso à informação; da criação do hábito(construção de competências) para avaliação e monitoramento das intervenções e da criação de indicadores de resultados e tendência; de interagir e interferir na mídia (televisão/internet); de superação das generalizações e preconceitos que se revelam em nossa linguagem “nunca”, “sempre”, “total”, “o pobre”, “a pobreza”, “gente da favela”, “criança de projeto”, assumir uma linguagem positiva, pró-ativa, que evite a identificação pela negação; do reconhecimento de que a nossa linguagem e nossas ações não são isentas de ideologias;
Grupo 12 a 16 anos Suporte CNPC - Douglas
a) Quais são os atuais desafios sociais e religiosos para a faixa etária de 12 a 16 anos no âmbito da educação ética, violência, pobreza e da construção da paz ?
Desestruturação familiar – muitas crianças são criadas sem a orientação adequada dos pais (criados por parente, pais ausentes - exemplo Goiás – pais trabalham nos EUA e mandam dinheiro para a família). As crianças ficam sem limites e sem perspectivas.
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Drogas – realidade em todas os níveis sociais. Ameaça até nas escolas desde muito cedo. Adolescentes passando por um processo de negação, crise de identidade, e com frustrações no mercado de trabalho que é muito exigente.
Gravidez precoce – menina com 9 anos de idade que é mãe !! Evasão escolar.
Falta de diálogo – o adolescente está em crise de identidade e precisa dialogar – ser ouvido. e.g. Lar das Crianças – Programa atende crianças até 11 anos integralmente. A partir dos 12 anos o adolescente é estimulado a escolher as oficinas que quer participar, incluindo oficinas profissionalizantes. Nesta fase é importante dar oportunidade para que o/a adolescente encontre o seu caminho. O/a jovem sabe o que quer – basta lhe dar oportunidade. Podemos usar o método ver-julgar-agir-celebrar. Ouvindo o/a jovem.
Exemplos: Grupo de dança de rua da Igreja Luterana de Recife apesar do preconceito inicial contra dança de rua, a comunidade ofereceu espaço para estes jovens. Hoje existe um grupo de hip-hop, reconhecido onde tem dança, grafitagem, dj e rap. Este grupo hoje participa em atividades contra a violência.
Parcerias com governo. O governo não pode fazer tudo, mas tem a responsabilidade de agir e deve entrar em diálogo com a sociedade civil (igrejas, ongs) que têm o conhecimento da realidade, e têm o direito, e dever, de exigir o apoio financeiro devido. O problema é a falta de conhecimento de como conseguir verbas do governo para as entidades.
Espiritualidade. O desenvolvimento da espiritualidade é importante nesta faixa etária – muitos adolescentes têm crise de fé. Como a espiritualidade está sendo trabalhada em nossas comunidades?
b) Como superar esses desafios ?
As atividades devem ser irradiadoras – adolescentes, pais, família, comunidade – todos precisam estar envolvidos no processo; o jovem é o protagonista da sua própria vida; ouvir os jovens e envolvê-los em atividades para ajudar outros jovens; ter na comunidade um espaço onde os jovens se sintam valorizados, acolhidos e desafiados, como por exemplo “A paz é a gente que faz” - movimento em Goiás. Muro das Lamentações – crianças colocam os seus desejos e sonhos num papel e afixam no “muro” da sala, e depois é feito um trabalho a partir destes sonhos.
Recomendação: Os trabalhos devem ser feitos a partir de consultas aos jovens para que eles sejam autores da sua própria vida.
Grupo 16 anos ou mais - Suporte CNPC - Irmã Beatriz
a) Quais são os atuais desafios sociais e religiosos para a faixa etária de 12 a 16 anos no âmbito da educação ética, violência, pobreza e da construção da paz ?
b) Como superar esses desafios ?
Reconhecer-se parte de um grande projeto; facilitar a escuta do diferente respeitando sua forma de expressão; voltar para nossos grupos com agenda e compromissos de multiplicar este grande momento em nossas bases com todos e de todas as culturas e religiões; refletir a situação que vivem e o que nós enfrentamos como líderes e voluntários nessa tarefa tão grandiosa de levar vida e vida em abundância; construir uma rede de solidariedade comprometida com os acontecimentos, denunciando profeticamente como uma grande rede de parceria e apoio; fortalecer grupos de jovens na comunidade, iniciação profissional na comunidade, ver a expressão do problema mais significativo na comunidade; preparar a família, criar possibilidade de diálogo, de discussão de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades que o ajudem a superar o desemprego, que possa ter sonhos de superação; iniciativas comunitárias, bairros cuidando de suas crianças e jovens; trabalhar em pequenos grupos, ensinar a trabalhar, criar projetos que a sustentem ajudar na superação da desestrutura familiar; favorecer que as pessoas voltem a acreditar que é possível acreditar em seus sonhos e em seus potenciais; estar presente nas decisões do poder público.
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Observar e estudar com o jovem sobre o que acontece e qual o nosso compromisso; ação de pequenos grupos só se tornarão efetivas se forem radicais, fazendo a diferença no poder público; secretarias de questões sociais devem ser agilizadas; denunciar os grandes detentores do poder, tráfico de armas, de drogas, de mulheres.
TEMA: ESFORÇOS PARA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES SAUDÁVEIS PARA AS CRIANÇAS:
DIACONIA
POR: ALEXANDRE BOTELHO - BRASIL ver slides - arquivo
PASTORAL DA CRIANÇA
POR: ZILDA ARNS NEUMANN - BRASIL ver slides - arquivo
DIA 23 DE ABRIL DE 2006
TEMA: ARTICULAÇÃO DE AÇÕES
GRUPOS POR REGIÕES GEOGRÁFICAS
Região Centro-Oeste Suporte CNPC - Irmã Beatriz
a) Que articulações inter religiosas podemos desenvolver em nossa região ?
1. Abertura ao conhecimento das experiências de outras denominações religiosas.
2. Levantamento da realidade e das ações existentes no campo do desenvolvimento social e amparo à criança e ao jovem nas diferentes denominações religiosas, compartilhando-se as informações entre todos os segmentos com vistas ao conhecimento e ao melhor atendimento ao necessitado, seja criança, jovem, gestante, idoso e sociedade em geral.
3. Diálogo inter religioso e organização de algumas atividades conjuntas, articuladas e ecumênicas, com vistas ao atendimento das crianças, jovens, e maior impacto social. Como integração ao GEB, Grupo Ecumênico de Brasília, ao GCE de Goiás, Grupo de Convivência Ecumênica, ao CONIC, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, e outros.
4. Maior atenção aos objetivos comuns das diferentes denominações religiosas, enfocando-se a transformação social e o apoio para a construção da Cultura de Paz.
5. Fazer-se presente nos Conselhos da Criança e do Adolescente, de Assistência Social e outros, em âmbito municipal, estadual ou federal, assumindo suas representações e ações perante as Políticas Públicas.
6. Capacitar pessoas das instituições de diferentes denominações religiosas para participar dos Conselhos.
7. Manter a organização das instituições, elaborando relatórios e planos de ação com vistas à representatividade junto aos referidos Conselhos e ao consequente apoio às atividades desenvolvidas.
8. Maior investimento em ações preventivas.
9. Incentivo às articulações junto à Pastoral da Criança para ações efetivas.
10. Participação efetiva na Semana Nacional da Família e na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
b) Como promover a educação ética a partir da nossa fé ?
1. Promover à criança e ao jovem a consciência da necessidade ética e do conhecimento social.
2. Evangelização infanto-juvenil como ação preventiva, contribuindo para a formação moral, ação ética e construção da paz na sociedade.
3. Ensino religioso que prima pelo respeito, articulando seus conteúdos à vida social, contextualizando-os e incentivando a criança e o jovem à prática de ações conscientes e cidadãs.
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4. Cada instituição, no desenvolvimento de suas atividades, deve incentivar reflexões e ações pautadas no respeito mútuo, na empatia, na reconciliação e na responsabilidade (princípios da GNRC). No âmbito das instituições oficiais de ensino, a formação moral poderá ser promovida por meio de temas transversais, como ética, honestidade, respeito, dentre outros.
5. Investir na formação da criança desde o período intra-uterino (através do acompanhamento às gestantes), acompanhando-a ao longo da infância e juventude.
Região Sul – Suporte CNPC - Izabel
a) Que articulações inter religiosas podemos desenvolver em nossa região ?
Fortalecimento do diálogo inter religioso a partir da solidariedade e cultura de paz; conhecimento(visitas) das experiências já existentes para buscar ações conjuntas; abertura para reconhecimento de que as ações devem ter articulação para garantir que os resultados sejam na perspectiva dos direitos das crianças e adolescentes.
b) Como promover a educação ética a partir da nossa fé ?
Buscar espaços (encontros, cultos) para socializar os resultados do Congresso; articulações locais(estados) mobilizadas pelos participantes; encontro regional para aprofundar as articulações e definir ações conjuntas; procurar os representantes de nossas igrejas junto ao conselho de direitos para buscar propostas comuns para as crianças
Região Sudeste – Suporte CNPC – Marco
a) Que articulações inter religiosas podemos desenvolver em nossa região ?
Visitas aos projetos para aprofundar conhecimento das diferentes práticas; ações de aprofundamento das relações; partilhas, sistematização e disseminação das experiências, sentimentos com vistas à ampliação da rede; criação de ambiente interpessoal, utilização de ambiente, ferramenta digital; Rede de relacionamento de mútua sustentação; a região de São Paulo pode contar com a sede da Pastoral da Criança na região central do município de São Paulo; compromisso com a articulação e divulgação de projetos, identificação e encaminhamentos; fazer articulação estratégica institucional e inter-institucional; compromisso com a criação e continuidade do diálogo com as instituições representadas.
b) Como promover a educação ética a partir da nossa fé ?
Envolver-se com a formação dos conselhos tutelares; em perspectiva comunitária; preparação, capacitação e conscientização de pessoas das comunidades, com vistas à efetiva participação e influência sobre diversas instâncias – conselhos tutelares, conselhos de educação religiosa, conselhos municipais dos direitos das crianças e do adolescente; atuar em todo o processo, com vistas à neutralização dos interesses político/partidários e outros interesses que incidem sobre essas instâncias; fomento à educação inclusiva; promoção de ações que possibilitam um consenso acerca dos princípios, conceitos e práticas que orientam a educação para ética; ecologia e cidadania; consciência comunitária; educação voltada para valores; educação comunitária; mapeamento de pessoas e locais que se constituam novos espaços para o diálogo e as articulações e proposição de ações; este é um momento inicial de fortalecimento para o diálogo entre religiões, precisamos avançar mais; que ampliemos o alcance dessa discussão, buscando espaços na mídia; aprofundar o olhar em perspectivas que não se excluam: olhar verticalmente (envolvendo estruturas), olhar horizontalmente (perspectiva fundamentalmente comunitária), olhar transversalmente.
Jovens – Suporte CNPC - Letchussa M.S. Santos
Agradecimento da oportunidade ao GNRC
Troca de experiências do trabalho que já realizamos
Ações Concretas
Visitas às comunidades
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Divulgação em colégios e igrejas
O que precisamos fazer para dar continuidade a este projeto ?
União,compreensão,amizade,participação,conhecimento,divulgação,cooperação,voluntariado.
Fácil,extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo fazer junto!
TEMA: APRESENTAÇÃO EM PLENÁRIA DAS ARTICULAÇÕES DAS REGIÕES RESPONSÁVEIS
Na Plenária final foram eleitos os seguintes participantes para representar o GNRC/Brasil por regiões geográficas:
• Norte - Francisca de Souza Andrade e Ruth Maria Schwegmann Fielding de Barros
• Nordeste - Davi Haese e Diana Lucena de Sousa
• Centro-Oeste - Zulmira Ines Lourena Gomes da Costa e Ribamar Divino Vieira de Souza
• Sudeste - Cláudio de Chagas Soares e Ana Eloísa Ribeiro Santana
• Sul - Luciane do Rocio Friedrich Neumann e Édio Felberg
• Jovens - Ana Júlia Alves Egg Monteiro e Luana Duman
• Articulador Nacional: Alexandre Botelho
TEMA: CONSTRUÇÃO DE CONSENSOS E PRÓXIMOS PASSOS
COMISSÃO ORGANIZADORA
Ajuda não apenas externa, mas principalmente regional.
Alexandre: criar espaço para os jovens, sem interferir.
Cada convidado para o próximo encontro poderia trazer dois jovens.
Alexandre: Também levar jovens nas visitas às comunidades.
Crianças não podem só ver os pais fazerem, mas também podem pôr a mão na massa.
Dra. Zilda: não ficar só na intenção. Articulação entre grupos. Grupo ecumênico de jovens também poderia ajudar na Pastoral da Criança. Escolas – buscar modelo para ação no Brasil. Grupo para intercalar organização.Núcleos regionais inter-religiosos conduzidos politicamente para que todas
as religiões sintam-se privilegiadas.
Fortalecer a rede a partir do “eu”. Romper “barreira”, “tabu”. Criança como sujeito, não como objeto. Buscar líder religioso da comunidade e propor a ele mudança de paradigma.
Realizar novo congresso daqui a dois anos, com outras pessoas e mais abertura para grupos religiosos.
Ortodoxa siriana: definir coordenação regional para articulação nas regiões. Acesso a e-mails de todos os participantes. Aproveitar o trabalho da Associação dos Magistrados de Brasília, que elaborou cartilhas de educação e cidadania.
Necessidade de novos encontros e de encontros regionais. Levar para as comunidades resultados do Congresso.
Seguir metodologia da Pastoral da Criança para definir coordenações regionais.
Formar equipe nacional composta de coordenadores regionais.
Construção de modelo deve ser feito no fazer.
Que jeito de fazer devemos adotar inspirados em outros modelos?
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A N E X O S
AGENDA CONGRESSO GNRC: VER ARQUIVO
CÂNTICOS: VER SLIDES - ARQUIVO
FOTOS:
DIA 21/04/2006:
ABERTURA DO CONGRESSO
APRESENTAÇÃO POR REGIÃO GEOGRÁFICA
REPRESENTANTES DAS RELIGIÕES
APRESENTAÇÕES DOS TEMAS EM PLENÁRIA
TRABALHOS EM GRUPOS
APRESENTAÇÃO NA PLENÁRIA DOS GRUPOS
APRESENTAÇÕES CULTURAIS
DIA 22/04/2006:
APRESENTAÇÃO CLÓVIS BOUFLEUR
APRESENTAÇÃO DIACONIA
APRESENTAÇÃO PASTORAL DA CRIANÇA
PARTICIPANTES NA PLENÁRIA
ESPIRITUALIDADE NO PARQUE TANGUÁ
CONFRATERNIZAÇÃO
DIA 23/04/2006
ENCERRAMENTO
SUPORTE GNRC/CNPC
LISTA DE PARTICIPANTES – VER ARQUIVO
ORAÇÃO VER SLIDES - ARQUIVO
PROJETOS: IGREJA PRESBITERIANA UNIDA DO BRASIL – IPU/ RJ:
PROJETO ATOS 2: VER ARQUIVO
PROJETO BUSCAR, ACOLHER E CONVIVER:VER ARQUIVO
REPRESENTANTE DA ASSOCIAÇÃO CIÊNCIA MEDITATIVA DE CULTURA DE PAZ E AÇÃO SOCIAL
APRESENTAÇÃO – VER SLIDES - ARQUIVO
REPRESENTANTE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA
APRESENTAÇÃO - VER SLIDES – ARQUIVO
COMISSÃO ORGANIZADORA:
CONSELHO NACIONAL DAS IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL – CONIC - BRASIL
COORDENAÇÃO NACIONAL DA PASTORAL DA CRIANÇA - BRASIL
APOIO FINANCEIRO:
ARIGATOU FOUNDATION - JAPÃO
EDUCAÇÃO ÉTICA INFANTIL PARA REDUÇÃO DE VIOLÊNCIA,
DA MISÉRIA
E
CONSTRUÇÃO DA PAZ
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